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30.12.11

A Ceia do Senhor


Acerca da ceia do Senhor, na epístola de Paulo aos santos de Corinto encontramos escrito: "Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou pão; e, havendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo pacto no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes deste cálice estareis anunciando a morte do Senhor, até que ele venha. De modo que qualquer que comer do pão, ou beber do cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice. Porque quem come e bebe, come e bebe para sua própria condenação, se não discernir o corpo do Senhor. Por causa disto há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que morrem. Mas, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados; quando, porém, somos julgados, somos corrigidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo" (1 Cor. 11:23-32).
Ora, dado que com a ceia do Senhor nós anunciamos o sacrifício expiatório feito por Jesus Cristo é necessário antes de tudo dizer quais são os benefícios que brotaram da oferta da carne e do sangue de Cristo.

O que fez Cristo por nós oferecendo a carne do seu corpo

Ÿ Jesus ofereceu a sua carne em sacrifício a Deus para nos vivificar (porque todos nós estavamos mortos nas nossas ofensas) na realidade um dia disse: "Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo" (João 6:51). E também para nos santificar, de facto está escrito que "fomos santificados pela oferta do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez para sempre" (Heb. 10:10). Então se hoje nós estamos espiritualmente vivos e santos perante Deus o devemos ao corpo de Cristo.
Ÿ Jesus ofereceu o seu corpo em sacrifício pelos nossos pecados a fim de anular o domínio do pecado na nossa vida, de facto Paulo diz aos Romanos que Jesus "condenou o pecado na carne, para que a justiça da lei se cumprisse em nós" (Rom. 8:4). Assim nós, pela oferta do seu corpo, estamos mortos para o pecado, porque o pecado que tinha domínio sobre nós foi anulado na sua carne. Paulo explica este conceito aos santos de Roma nestes termos: "Não sabeis vós, irmãos (pois que falo aos que sabem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem por todo o tempo que vive?" (Rom. 7:1). Nós sabemos que a lei tem domínio sobre o homem somente enquanto ele está vivo, porque uma vez morto, o homem não está mais sujeito a ela, e de facto como faz a lei para ter poder sobre uma pessoa morta que exalou a alma? De modo nenhum pode dominá-la. E assim também nós para não sermos mais escravos da lei deviamos morrer espiritualmente para a lei, e isso aconteceu pela fé na morte de Jesus. A crucificação do corpo de Jesus Cristo tem pois para nós um imenso valor porque nós tendo crido nele, fomos com ele crucificados; é por esta razão que a lei não tem mais domínio sobre nós, porque nós estamos mortos com Cristo, na realidade está escrito: "Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais doutro, daquele que ressuscitou dentre os mortos" (Rom. 7:4). Graças sejam portanto dadas a Deus que, pelo corpo de Cristo, nos fez morrer para a lei que nos escravizava; sim, estamos mortos com Cristo para o pecado que tinha domínio sobre nós pela lei (que é a força do pecado), para nos tornarmos propriedade particular de Cristo e para viver para ele.