Depois que Jesus Cristo foi ressuscitado dos mortos, apareceu àqueles que ele tinha escolhido como suas testemunhas. Esteve com eles quarenta dias falando das coisas relativas ao reino de Deus, depois em Betânia enquanto os estava abençoando foi elevado ao céu mais precisamente para a direita de Deus conforme está escrito: "Assentou-se à direita da Majestade nas alturas" (Heb. 1:3). Isto aconteceu para que se cumprisse as palavras de Davi: "Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés" (Sal. 110:1). Mas de onde agora Jesus se encontra ele um dia voltará. Ele mesmo ainda antes de sofrer prometeu voltar de facto disse aos seus discípulos: "Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos um lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. E para onde eu vou vós conheceis o caminho" (João 14:2-4).
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Como acontecerá a volta de Jesus Cristo?
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Ÿ Da mesma maneira em que ele foi para o céu.
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Está escrito de facto no livro dos Actos dos apóstolos: "Tendo ele dito estas coisas, foi levado para cima, enquanto eles olhavam, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. Estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles apareceram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que estais aí olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir" (Actos 1:9-11). Portanto como Jesus foi visto ir para o céu por aqueles que estavam presentes na sua ascensão, assim, na sua volta, será visto voltar do céu, mas desta vez não será visto apenas por um pequeno número de pessoas como na sua ascensão mas por todos, conforme está escrito: "Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém" (Ap. 1:7).
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Ÿ Sobre as nuvens, com glória e com poder.
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Em Mateus de facto a respeito da volta de Cristo está escrito: "Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória" (Mat. 24:30). O profeta Daniel centenas de anos antes tinha dito: "Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como filho de homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e foi apresentado diante dele. E foi-lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído" (Dan. 7:13-14).
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Edificando ouro, prata, pedras preciosas sobre o fundamento que è Jesus Cristo, o Senhor!
30.12.11
A volta de Cristo e os eventos que se seguirão
Para onde vai o Cristão quando morre
Irmãos no Senhor, quero que saibais que quando um cristão morre, ele morre quanto à carne, mas a sua alma parte do seu corpo e vai habitar com o Senhor nas alturas, plenamente consciente, portanto num estado de perfeita lucidez mental. Há diversas Escrituras que testificam que quando se morre no Senhor se vai habitar com o Senhor no seu reino celestial. Eis quais são estas Escrituras.
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Ÿ Paulo escreveu aos Coríntios: "Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus" (2 Cor. 5:1).
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Portanto nós crentes temos uma casa eterna lá em cima nos céus que não foi feita por mão de homem mas pelo próprio Deus. Nesta casa vão morar aqueles que morrem na fé, desde o primeiro dia da sua partida, ou melhor dizendo desde os primeiros momentos que seguem à exalação da alma, pois a ascensão ao céu acontece no espaço de um breve tempo. Os apóstolos tinham o desejo de partir do corpo e ir habitar com o Senhor, de facto Paulo escreveu aos Coríntios: "Pelo que estamos sempre de bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor (porque andamos por fé, e não por vista); mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor" (2 Cor. 5:6-8), e aos Filipenses: "Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor; mas julgo mais necessário, por amor de vós, ficar na carne" (Fil. 1:23-24). Também nós temos o mesmo desejo que tinha Paulo e os seus cooperadores, porque sabemos que com o Senhor lá em cima no céu se está melhor. Certo, é uma coisa maravilhosa viver com o Senhor na terra, mas é ainda melhor a vida que se vai viver com o Senhor no seu reino celestial.
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Ÿ O apóstolo Pedro na sua segunda epístola disse: "Sei que brevemente hei de deixar este meu tabernáculo, como também nosso Senhor Jesus Cristo já mo tem revelado. Mas também eu procurarei em toda a ocasião que depois da minha partida tenhais lembrança destas coisas" (2 Ped. 1:14-15).
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O apóstolo sabia que brevemente morreria e iria habitar com o Senhor no céu, e falava da sua morte como de uma partida do seu corpo de facto disse que brevemente deixaria o seu tabernáculo. Ora, se a morte é chamada partida quer dizer que há alguma coisa no corpo que parte do corpo quando ele morre, doutra forma não teria sentido chamá-la partida. E nós sabemos que esta alguma coisa é a alma que está no homem. Mas não só, se alma parte haverá também um lugar para onde irá porque doutra forma não teria sentido falar de partida, e nós sabemos que este lugar é o paraíso, o terceiro céu. Aquele mesmo lugar aonde foi arrebatado o apóstolo Paulo (o qual porém não sabia dizer se este arrebatamento tinha sido com o corpo ou sem) e onde ele "ouviu palavras inefáveis, que ao homem não é lícito falar" (2 Cor. 12:4).
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Ÿ João, na visão que teve na ilha de Patmos, viu, entre outras coisas, as almas dos crentes que foram mortos na terra. Ele disse: "Vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? E foram dadas a cada um deles compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles o foram" (Ap. 6:9-11).
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Para onde vai o pecador quando morre
A Palavra de Deus ensina que existe um lugar de tormento no mundo invisível, um lugar terrível e assustador onde arde continuamente fogo e onde há pranto e ranger de dentes e no qual descem as almas dos pecadores que não se arrependeram dos seus pecados e não creram no Evangelho da graça de Deus. Este lugar se chama lugar dos mortos - em Grego: Hades, enquanto em Hebraico: Sheol - e é mencionado muitas vezes nas Escrituras. Antes de passar a demonstrar-vos pelas Escrituras a existência deste lugar quero fazer esta premissa. Antes de tudo tem que se dizer que a palavra hebraica Sheol significa também ‘sepultura’ e que a mesma coisa tem que ser dita para a correspondente palavra grega Hades. Isto explica o porquê de nas traduções da Bíblia a palavra Sheol (Hades em grego) algumas vezes foi traduzida sepultura ou túmulo. J.F.Almeida por exemplo a traduziu com sepultura nestes versículos: "E não permitas que suas cãs desçam à sepultura (Sheol) em paz" (1 Re 2:6); "Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura (Sheol) nunca tornará a subir (Jó 7:9); "Porque não pode louvar-te a sepultura (Sheol)" (Is. 38:18). Digo algumas vezes e não todas, porque esta palavra indica também a morada das almas entre a morte e a ressurreição, e de facto outras vezes foi traduzida inferno ou lugar dos mortos (porém entenda-se este último não como túmulo). J.F.Almeida por exemplo em diversos lugares do Antigo Testamento traduziu Sheol com inferno (cfr. Sal. 9:17; Jó 26:6; Prov. 9:18), e assim também traduziu Hades com inferno - excepto algumas vezes - no Novo Testamento (cfr. Mat. 11:23; 16:18 Lucas 10:15; Ap. 1:18. Em Actos 2:27 e 2:31 J.F. Almeida optou por manter a palavra grega Hades no lugar de inferno). Outras versões e outros tradutores, no Antigo Testamento no lugar de inferno colocaram Sheol ou lugar dos mortos, enquanto no Novo Testamento no lugar de inferno deixaram a palavra grega Hades. (Confronta várias versões e traduções da bíblia das supracitadas passagens). De qualquer modo, seja inferno como lugar dos mortos indicam o mesmo lugar. É bom precisar pois que a palavra inferno - que nós nunca encontramos no Velho Testamento na versão revista e actualizada de J.F. Almeida - deriva da palavra latina infernus que significa ‘lugar que está debaixo, inferior’. Alguém dirá: ‘Mas porque motivo esta palavra não foi traduzida sempre da mesma maneira?’ Porque o contexto em tais casos não o permitia. Em outras palavras a mesma palavra tem um significado diferente em contextos diferentes. Quando Sheol ou Hades indicam o lugar invisível para onde descem as almas dos mortos e não a sepultura onde é posto apenas o corpo deduz-se do contexto. Um exemplo é o de Isaías quando diz: "O inferno desde o profundo se turbou por ti, para te sair ao encontro na tua vinda; despertou por ti os mortos, e todos os príncipes da terra, e fez levantar dos seus tronos todos os reis das nações. Estes todos responderão, e te dirão: Tu também adoeceste como nós, e foste semelhante a nós" (Is. 14:9-10). Aqui a palavra Sheol foi traduzida inferno por J.F. Almeida (Outras versões colocam Sheol ou lugar dos mortos) porque não significa sepultura terrena de facto o texto fala de pessoas que moram no Sheol as quais na vinda ou descida do rei de Babilónia ao Sheol lhe dirigem determinadas palavras. Fizemos este discurso para demonstrar que aqueles que negam que Sheol (e a correspondente palavra grega Hades) significa também o lugar de tormento para onde vão os pecadores à espera da ressurreição, erram.
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A imortalidade da alma
A Palavra de Deus ensina que o ser humano é uma alma vivente porque está escrito que quando Deus formou o primeiro homem do pó da terra lhe soprou nas narinas o fôlego da vida e ele se tornou uma alma vivente (cfr. Gen. 2:7), mas ela ensina também que o homem possui uma alma que é imortal, e não mortal como o seu corpo, que na morte vai para o Paraíso se salva, mas para o Hades (melhor conhecido como o inferno) se perdida, e por isso o homem continua a existir espiritualmente depois que morre. Esta alma podemos defini-la o homem interior de todo o ser humano, para distingui-la do homem exterior que ao invés é o corpo no qual se encontra a alma.
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Passagens da Escritura que chamam o ser humano ‘alma’
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Ora, a sagrada Escritura chama as pessoas também almas e estas passagens o confirmam:
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Ÿ "Mas se a família for pequena demais para um cordeiro, tomá-lo-á juntamente com o vizinho mais próximo de sua casa, conforme o número de almas.." (Ex. 12:4);
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Ÿ "E todos os despojos destas cidades, e o gado, os filhos de Israel saquearam para si; tão-somente a todos os homens feriram ao fio da espada, até que os destruíram, sem deixarem alma viva" (Josué. 11:14);
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Ÿ "E em toda a alma havia temor..." (Actos 2:43);
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Ÿ "E José mandou chamar a seu pai Jacó, e a toda a sua parentela, que era de setenta e cinco almas" (Actos 7:14);
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Ÿ "A longanimidade de Deus esperava, nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas, (isto é, oito) almas se salvaram pela água" (1 Ped. 3:20).
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Mas a mesma Escritura ensina claramente que a alma não é o corpo, e o corpo não é a alma; e que quando o corpo de uma pessoa morre a sua alma parte, e, se é um filho de Deus vai habitar com o Senhor no céu, se não desce ao lugar dos mortos onde há um fogo não atiçado por mão de homem e onde há pranto e ranger de dentes.
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A Ceia do Senhor
Acerca da ceia do Senhor, na epístola de Paulo aos santos de Corinto encontramos escrito: "Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou pão; e, havendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo pacto no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes deste cálice estareis anunciando a morte do Senhor, até que ele venha. De modo que qualquer que comer do pão, ou beber do cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice. Porque quem come e bebe, come e bebe para sua própria condenação, se não discernir o corpo do Senhor. Por causa disto há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que morrem. Mas, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados; quando, porém, somos julgados, somos corrigidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo" (1 Cor. 11:23-32).
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Ora, dado que com a ceia do Senhor nós anunciamos o sacrifício expiatório feito por Jesus Cristo é necessário antes de tudo dizer quais são os benefícios que brotaram da oferta da carne e do sangue de Cristo.
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O que fez Cristo por nós oferecendo a carne do seu corpo
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Ÿ Jesus ofereceu a sua carne em sacrifício a Deus para nos vivificar (porque todos nós estavamos mortos nas nossas ofensas) na realidade um dia disse: "Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo" (João 6:51). E também para nos santificar, de facto está escrito que "fomos santificados pela oferta do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez para sempre" (Heb. 10:10). Então se hoje nós estamos espiritualmente vivos e santos perante Deus o devemos ao corpo de Cristo.
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Ÿ Jesus ofereceu o seu corpo em sacrifício pelos nossos pecados a fim de anular o domínio do pecado na nossa vida, de facto Paulo diz aos Romanos que Jesus "condenou o pecado na carne, para que a justiça da lei se cumprisse em nós" (Rom. 8:4). Assim nós, pela oferta do seu corpo, estamos mortos para o pecado, porque o pecado que tinha domínio sobre nós foi anulado na sua carne. Paulo explica este conceito aos santos de Roma nestes termos: "Não sabeis vós, irmãos (pois que falo aos que sabem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem por todo o tempo que vive?" (Rom. 7:1). Nós sabemos que a lei tem domínio sobre o homem somente enquanto ele está vivo, porque uma vez morto, o homem não está mais sujeito a ela, e de facto como faz a lei para ter poder sobre uma pessoa morta que exalou a alma? De modo nenhum pode dominá-la. E assim também nós para não sermos mais escravos da lei deviamos morrer espiritualmente para a lei, e isso aconteceu pela fé na morte de Jesus. A crucificação do corpo de Jesus Cristo tem pois para nós um imenso valor porque nós tendo crido nele, fomos com ele crucificados; é por esta razão que a lei não tem mais domínio sobre nós, porque nós estamos mortos com Cristo, na realidade está escrito: "Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais doutro, daquele que ressuscitou dentre os mortos" (Rom. 7:4). Graças sejam portanto dadas a Deus que, pelo corpo de Cristo, nos fez morrer para a lei que nos escravizava; sim, estamos mortos com Cristo para o pecado que tinha domínio sobre nós pela lei (que é a força do pecado), para nos tornarmos propriedade particular de Cristo e para viver para ele.
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O batismo na água
Nós que cremos em Jesus Cristo fomos batizados na água em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Fomos submetidos a este rito em obediência à seguinte ordem dada por Jesus Cristo aos seus discípulos antes de subir ao céu: "Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mat. 28:19). Ora, se o batismo na água é um rito que foi ordenado por Cristo Jesus, ele tem de ter por força um significado e tem de ser importante. Podia alguma vez o Senhor da glória mandar fazer uma coisa sem significado e inútil? Neste escrito examinaremos brevemente isto mesmo, ou seja, o significado e a importância do batismo na água ordenado por Cristo Jesus.
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O significado e a importância do batismo
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O apóstolo Pedro diz que o batismo é "a indagação de uma boa consciência para com Deus" (1 Ped. 3:21) (esta é uma confirmação que o batismo não pode ser administrado a crianças porque as crianças recém-nascidas não podem fazer a Deus esta indagação de boa consciência que é o batismo); portanto como por meio do batismo quem crê em Deus indaga de ter uma boa consciência na sua presença, ele é necessário (aliás como poderia Jesus instituir uma coisa não necessária para aqueles que creriam nele?). E cada um de nós experimentou as palavras de Pedro porque depois que cremos no Senhor sentimos a necessidade do batismo porque sentiamos em nós pelo Espírito, que embora sendo filhos de Deus purificados com o sangue de Jesus Cristo, para ter uma boa consciência diante de Deus deviamos obedecer à ordem do batismo. Certo, estavamos certos de estar salvos, de ter sido perdoados, mas não obstante isso sentiamos que em obediência a Cristo, o nosso Salvador, nos deviamos fazer batizar na água. Portanto, segundo a Escritura, pelo batismo nós obtivemos uma boa consciência diante de Deus.
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Além disso nós, pelo batismo, fomos sepultados com Cristo conforme está escrito: "Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na sua morte; para que, como Cristo ressuscitou dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida" (Rom. 6:3,4). E dado que são sepultados os mortos e não aqueles que ainda estão vivos, nós podemos dizer que quando fomos sepultados pelo batismo na morte de Cristo já estávamos mortos para o pecado sendo que nos tinhamos arrependido e tinhamos crido no Evangelho. Em outras palavras que nós antes de ser batizados na água tinhamos nascido de novo, por isso mortos para o pecado; e pelo batismo o nosso velho homem foi sepultado com Cristo. Como Cristo quando foi sepultado já estava morto para o pecado ("quanto a ter morrido, de uma vez morreu para o pecado" (Rom. 6:10), diz Paulo), assim também nós quando fomos sepultados com ele já estávamos mortos para o pecado pelo corpo de Cristo. Podemos também exprimir este conceito assim: nós fomos salvos dos nossos pecados pela fé, e portanto ainda antes de ser batizados na água estávamos salvos (porque o acto de crer precede o acto de ser imerso na água). O nosso batismo portanto pode-se definir um acto de obediência a Deus que selou a justificação por nós obtida pela fé antes do batismo. Um pouco como o sinal da circuncisão que Abraão recebeu como "selo da justiça da fé quando estava na incircuncisão" (Rom. 4:11). Porque também Abraão foi justificado por Deus pela fé antes de ser circuncidado, e não foi portanto a circuncisão a imputar-lhe a justiça mas a sua fé conforme está escrito: "Porque dizemos que a fé foi imputada como justiça a Abraão" (Rom. 4:9). Do mesmo modo também a nós não foi o batismo a ser nos imputado como justiça (o que significaria que pelo batismo se obtém a justificação) mas a nossa fé que colocámos em Cristo antes de ser batizados na água.
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Os dons do Espírito Santo
Introdução
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O apóstolo Paulo diz aos Coríntios: "Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. Vós bem sabeis que éreis gentios, levados aos ídolos mudos, conforme éreis guiados. Portanto vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus, diz: Jesus é anátema! e ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor! senão pelo Espírito Santo. Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra de sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra de ciência; a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; e a outro a operação de milagres; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a diversidade de línguas; e a outro a interpretação de línguas. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, distribuindo particularmente a cada um como quer" (1 Cor. 12:1-11). Como podeis ver Paulo desejava que os crentes (não só os de Corinto) não estivessem na ignorância acerca dos dons espirituais. Ora, de qual ignorância fala neste caso? Da que ignora a existência dos dons espirituais ou da que ignora as suas funções no corpo de Cristo e o seu correcto uso? Considerando que aos Coríntios não faltava algum dom, porque isso o diz Paulo no início da sua epístola, e no meio deles havia quem falava em outra língua e quem profetizava (porque isso se evidência pelo discurso que Paulo faz a seguir), Paulo não queria que os Coríntios estivessem na ignorância acerca do uso dos dons. É claro porém que se crentes ignoram a existência dos dons espirituais (nada de admirar, se se considerar que ao tempo de Paulo haviam até crentes que por um certo tempo não sabiam da existência do Espírito Santo) é necessário instruí-los para que esta ignorância cesse de existir, sendo que os dons são para a Igreja, para a sua edificação e não para a sua destruição. Paulo o diz claramente: a cada um é dada a manifestação do Espírito para o que for útil. Se notem bem estas palavras "para o que for útil" porque elas anulam todos aqueles raciocínios que querem fazer crer que os dons do Espírito Santo hoje não são mais necessários. De facto se naquele tempo a manifestação do Espírito era útil à Igreja, consequentemente ela tem de ser útil também agora à distância de mais de mil e novecentos anos. Se o Espírito edificava a Igreja pelos seus dons, de certo Ele continuará a edificá-la mediante aqueles mesmos dons ainda hoje. Se o Espírito naquele tempo desejava edificar a Igreja de Deus por meio dos seus dons, de certo desejará edificá-la ainda hoje. Ou porventura alguém pode demonstrar que este não é o sentimento do Espírito? Não, não há ninguém que possa demonstrar que o sentimento e o operar do Espírito tenham mudado, e não há ninguém que possa mudar o seu sentimento e o seu operar. Ele ainda hoje distribui os seus dons como Ele quer, e não há ninguém que o possa impedir. Ora, como vimos o Espírito é um, mas os dons são variados. Em outras palavras o Espírito Santo concede manifestações diversas no seio da Igreja de Deus. E isto porque as necessidades são variadas na Igreja; um pouco em suma como no corpo humano, em que há diversos membros com diversas funções com base nas necessidades. Os olhos capacitam ver, os ouvidos ouvir, os pés caminhar, a boca comer, o estômago e o figado digerir o que se comeu, etc. Assim também no corpo de Cristo, dado que as necessidades são variadas o Espírito dá a cada um capacidades diferentes para suprir às diversas necessidades presentes no seio da irmandade. Ele não dá a todos a mesma manifestação do Espírito, mas a todos Ele dá uma manifestação de acordo com a vontade de Deus. Vontade de Deus porém que não exclui de modo algum o desejar por parte do crente estes dons, de facto Paulo diz várias vezes para ambicionar os dons espirituais: "Desejai ardentemente os maiores dons" (1 Cor. 12:31), "procurai abundar neles, para edificação da igreja" (1 Cor. 14:12), diz Paulo. A coisa é clara, estes dons devem ser objecto de busca por parte de todos nós, ninguém excluído. Não há uma categoria de crentes que está excluída desta busca. Todos devem estar envolvidos nela. Quem não os deseja na realidade não quer que a Igreja seja edificada pela manifestação do Espírito. Ele não quer que a Igreja de hoje seja edificada por meio dos dons, como o era a igreja antiga. Mas vejamos de perto estes dons de que fala Paulo, a fim de compreender o porquê de eles serem dados para a edificação da igreja, a fim de compreender a sua utilidade.
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