Devemos orar pelos incrédulos e por aqueles que nos perseguem
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Paulo disse a Timóteo: "Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e acções de graças, por todos os homens; pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade; porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade" (1 Tim. 2:1-4).
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Irmãos, nós que conhecemos Deus mediante Cristo Jesus estamos em obrigação de orar pelos que ainda não conhecem a verdade, para que Deus os salve pela sua graça. O apóstolo Paulo, falando dos Judeus de nascença, disse aos santos de Roma: "Irmãos, o bom desejo do meu coração e a oração a Deus por Israel é para sua salvação" (Rom. 10:1); destas suas palavras se compreende claramente que Paulo tinha um desejo em seu coração, um bom desejo devemos dizer, que era o de os Judeus serem salvos. A Escritura diz que "o desejo dos justos é tão somente para o bem" (Prov. 11:23), e de facto os que foram justificados pela graça de Deus desejam o bem dos incrédulos, porque desejam que eles sejam salvos; eles têm no seu coração o mesmo desejo que tinha Paulo pelos Judeus. Mas Paulo, além de dizer que tinha este desejo, disse também que ele orava a Deus pelos Judeus para a sua salvação. Ora, os Judeus pelos quais orava Paulo eram sim aqueles Judeus que tinham "a forma da ciência e da verdade na lei" (Rom. 2:20), mas tinham também sobre os seus corações um véu que os impedia de reconhecer que Jesus de Nazaré era aquele do qual tinham falado Moisés e os profetas, isto é, o Cristo. O Evangelho, para aqueles Judeus que estavam sobre o caminho da perdição, estava encoberto porque o deus deste século lhes tinha cegado os entendimentos; Paulo, isto o sabia bem, e como ele também sabia que aquele véu seria removido de cima dos seus corações só quando eles se convertessem ao Senhor, assim ele orava ardentemente por eles para que Deus revelasse também a eles o seu Filho. Paulo, nisto, nos deixou o exemplo, para que nós também oremos pelos incrédulos, por aqueles que estão sobre o caminho da perdição, para que eles sejam libertados do poder de Satanás. O clamor que nós crentes devemos fazer chegar aos ouvidos do nosso Deus em favor dos incrédulos deve ser este: ‘Senhor, salva-os!’.
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Jesus Cristo disse: "Orai pelos que vos maltratam e vos perseguem" (Mat. 5:44); mas quem são os que nos maltratam e nos perseguem? Eles são todos os que não conhecem Deus e que na sua ignorância nos ultrajam e nos fazem mal, por causa do bom nome de Jesus Cristo que é invocado sobre nós. Ora, quero dizer-vos antes de tudo que os que creram não podem não sofrer perseguições por parte dos incrédulos, porque Jesus disse: "Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós" (João 15:20), e porque Paulo disse a Timóteo que "todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições" (2 Tim. 3:12). Disse anteriormente que os nossos perseguidores nos perseguem na sua ignorância, porque Jesus disse aos seus discípulos: "Vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar cuidará fazer um serviço a Deus. E isto vos farão, porque não conheceram ao Pai nem a mim" (João 16:2,3); dizei-me: ‘Saulo de Tarso não perseguia porventura os santos em Jerusalém e até nas cidades estrangeiras porque não conhecia ainda nem Deus e nem o seu Filho?’ Certo, por esta razão ele encerrou nas prisões muitos dos santos e quando os matavam (pensando estar a fazer um serviço a Deus), ele dava o seu voto. Ele mesmo disse a Timóteo: "Dantes fui blasfemo, e perseguidor, e opressor; mas alcancei misericórdia, porque o fiz ignorantemente, na incredulidade" (1 Tim. 1:13), isto significa que Saulo de Tarso antes de o Senhor lhe aparecer no caminho de Damasco, era também ele um incrédulo e por isso não conhecia Deus. Ele era um Fariseu que embora fosse irrepreensível quanto à justiça que está na lei e embora fosse extremamente zeloso pela causa de Deus, era cego e sem vida porque não cria no nome do Filho de Deus; mas chegou o dia em que Aquele que o tinha separado desde o ventre de sua mãe o chamou pela sua graça e o justificou. Eu estou convencido que enquanto Saulo de Tarso era ainda um perseguidor da Igreja e um opressor, haviam os que oravam também por ele para que o Senhor o salvasse, e isto o digo por esta razão; Jesus, antes de ascender ao céu, tinha dito aos apóstolos: "Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado" (Mat. 28:19,20), portanto os apóstolos deviam ensinar aos crentes também a orar por aqueles que os perseguiam, e sabendo que eles o fizeram, cheguei à conclusão que os crentes que atendiam aos seus ensinamentos, obedeceram também a esta ordem do Senhor. Eis o que Paulo diz que aconteceu, quando ele se converteu ao Senhor: "Mas somente tinham ouvido dizer (a igreja da Judeia): Aquele que já nos perseguiu anuncia agora a fé que antes destruía. E glorificavam a Deus a respeito de mim" (Gal. 1:23,24). Como podeis ver a conversão de Saulo produziu abundância de acções de graças a Deus por parte de muitos crentes; ainda hoje, quando é atendida uma oração feita a Deus por um perseguidor da Igreja o nome de Deus é glorificado pelos santos, por isso oremos pelos nossos perseguidores, para que o nome de Deus seja glorificado quando eles se converterem. Jesus Cristo orou por aqueles que o perseguiram até à morte (dando-nos assim o exemplo), de facto enquanto estava pendurado na cruz disse: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lucas 23:34); Jesus invocou o perdão de Deus sobre os que o perseguiram e o levaram à morte na sua ignorância (isto é, sem saber o que faziam). Nós, algumas vezes, somos tentados a pensar que os Judeus sabiam o que faziam contra Jesus, mas nós sabemos que não é assim, porque também Pedro confirmou o que disse Jesus, quando disse aos Judeus: "Vós negastes o Santo e o Justo, e pedistes que se vos desse um homem homicida. E matastes o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dentre os mortos.... E agora, irmãos, eu sei que o fizestes por ignorância, como também os vossos príncipes" (Actos 3:14,15,17). Como podeis ver, sejam as palavras de Jesus como as de Pedro confirmam que os nossos inimigos nos perseguem por causa da ignorância que está neles. Nós filhos de Deus devemos orar a Deus pelos nossos inimigos que nos perseguem, para que Deus lhes deia a vida e não para que Deus os faça morrer. Alguém dirá: ‘Mas então porque é que debaixo da lei houveram homens, como Davi por exemplo, que oraram a Deus para que destruisse os seus inimigos?’; vede, debaixo da lei, vigorava o preceito que dizia: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo; isto o confirmou Jesus mesmo, quando disse aos seus discípulos: "Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo" (Mat. 5:43; Lev. 19:18), portanto não há porque nos maravilharmos se Davi, sendo contudo um homem segundo o coração de Deus, quando orava a Deus pelos seus inimigos, dizia: "Sobrevenha-lhe destruição sem o saber. Derrama sobre eles a tua indignação. Emudeçam na sepultura" (Sal. 35:8; 69:24; 31:17). Mas agora, debaixo da graça, vigora o mandamento que diz: "Amai os vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem" (Mat. 5:44), portanto não é admissível que um filho de Deus peça a Deus a morte dos seus inimigos. Contudo, também debaixo da lei houveram homens que oraram pelos seus adversários; um destes foi Moisés. A Escritura diz que depois que tornaram ao arraial os doze espiões que Moisés tinha enviado a espiar a terra de Canaã, os Israelitas, ouvindo dizer, os doze dela: "A terra, pelo meio da qual passamos a espiar, é terra que consome os seus moradores; e todo o povo que vimos no meio dela são homens de grande estatura. Também vimos ali gigantes, filhos de Anaque, descendentes dos gigantes; e éramos aos nossos olhos como gafanhotos, e assim também éramos aos seus olhos... Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós" (Num. 13:32,33,31), murmuraram contra Moisés e Arão e falaram em apedrejá-los. Quando Deus ouviu proferir aquelas murmurações disse a Moisés: "Com pestilência o (o povo de Israel) ferirei, e o destruirei... " (Num. 14:12), mas Moisés orou a Deus por aqueles incrédulos que o queriam apedrejar (conforme está escrito: "Moisés, seu escolhido, ficado perante ele na brecha, para desviar a sua indignação, a fim de os não destruir" [Sal. 106:23]); ele dirigiu esta súplica a Deus em favor do povo de Israel: "Perdoa, pois, a iniquidade deste povo, segundo a grandeza da tua benignidade; e como também perdoaste a este povo desde a terra do Egipto até aqui" (Num. 14:19), e Deus o ouviu, de facto lhe disse: "Conforme à tua palavra lhe perdoei" (Num. 14:20). O que fez Moisés nos ensina quanto é útil a oração dirigida a Deus em favor dos que nos perseguem; a gente que não conhece Deus diz: ‘Que ganharemos em orar a Deus?’, mas nós que conhecemos Deus sabemos que é útil orar a Deus também por aqueles que nos perseguem porque está escrito: "O que teme o mandamento (neste caso, aquele que diz: "Orai pelos que vos perseguem" [Mat. 5:44] será galardoado" (Prov. 13:13).
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Edificando ouro, prata, pedras preciosas sobre o fundamento que è Jesus Cristo, o Senhor!
29.12.11
Se façam deprecações, orações, intercessões, e acções de graças, por todos os homens
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As decisões da assembléia de Jerusalém
No livro dos Actos dos apóstolos está escrito o que se segue: "Então alguns que tinham descido da Judéia ensinavam assim os irmãos: Se vos não circuncidares, conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos.Tendo tido Paulo e Barnabé não pequena discussão e contenda contra eles, resolveu-se que Paulo e Barnabé, e alguns dentre eles, subissem a Jerusalém, aos apóstolos e aos anciãos sobre aquela questão. E eles, sendo acompanhados pela igreja, passavam pela Fenícia e por Samaria, contando a conversão dos gentios; e davam grande alegria a todos os irmãos. E, quando chegaram a Jerusalém, foram recebidos pela igreja e pelos apóstolos e anciãos, e lhes anunciaram quão grandes coisas Deus tinha feito com eles. Alguns, porém, da seita dos fariseus, que tinham crido, se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés. Congregaram-se pois os apóstolos e os anciãos para considerar este assunto. E, havendo grande contenda levantou-se Pedro e disse-lhes: Varões irmãos, bem sabeis que já há muito tempo Deus me elegeu dentre vós, para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do evangelho, e cressem.E Deus, que conhece os corações, lhes deu testemunho, dando-lhes o Espírito Santo, assim como também a nós; E não fez diferença alguma entre eles e nós, purificando os seus corações pela fé. Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos díscipulos um jugo que nem nossos pais nem nós podemos suportar? Mas cremos que seremos salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo, como eles também. Então toda a multidão se calou e escutava a Barnabé e a Paulo, que contavam quão grandes sinais e prodígios Deus havia feito por meio deles entre os gentios. E, havendo-se eles calado, tomou Tiago a palavra, dizendo: Varões irmãos ouvi-me: Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome. E com isto concordam as palavras dos profetas; como está escrito: Depois disto voltarei, reedificarei o tabernáculo de Davi, que está caído, levantá-lo-ei das suas ruínas, e tornarei a edificá-lo. Para que o resto dos homens busque ao Senhor, e todos os gentios, sobre os quais o meu nome é invocado, diz o Senhor, que faz todas estas coisas, que são conhecidas desde toda a eternidade. Pelo que julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus, mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue. Porque Moisés, desde os tempos antigos, tem em cada cidade quem o pregue, e cada sábado é lido nas sinagogas. Então pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos, com toda a igreja, eleger varões dentre eles e enviá-los com Paulo e Barnabé a Antioquia, a saber: Judas, chamado Barsabás, e Silas, varões distintos entre os irmãos. E por intermédio deles escreverem o seguinte: Os apóstolos, e os anciãos e os irmãos, aos irmãos dentre os gentios que estão em Antioquia, e Síria e Cilícia, saúde. Porquanto ouvimos que alguns que sairam dentre nós vos perturbaram com palavras, e transtornaram as vossas almas, não lhes tendo nós dado mandamento, pareceu-nos bem, reunidos concordemente, eleger alguns varões e enviá-los com os nossos amados Barnabé e Paulo, homens que já expuseram as suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Enviamos portanto Judas e Silas, os quais de boca vos anunciarão também o mesmo. Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação; das quais coisas fazeis bem se vos guardardes. Bem vos vá.Tendo-se eles então despedido, partiram para Antioquia e, ajuntando a multidão, entregaram a carta. E, quando a leram, alegraram-se pela exortação. Depois Judas e Silas, que também eram profetas, exortaram e confirmaram os irmãos com muitas palavras. " (Actos 15:1-32).
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Sendo pois também nós Gentios que cremos em Jesus Cristo, também nós nos devemos abster da fornicação, isto é, qualquer relação carnal fora do laço matrimonial; do sangue (portanto de todos os produtos à base de sangue ou cheios de sangue ou da carne com o seu sangue); das coisas sufocadas, isto é, de todas as carnes de animais que foram mortos por sufocamento; e das coisas sacrificadas ou consagradas aos ídolos que podem ser carnes, bolos, doces e tudo o mais que é feito por um ídolo, pelo que é preciso abstermo-nos por exemplo de todos aqueles produtos comestíveis que são feitos pelos Católicos romanos para a festa deste ou daquele outro “santo”.
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Agora somos um sacerdócio real
Bendito seja Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual na sua misericórdia, mediante Cristo, fez de nós sacerdotes, conforme está escrito: "Vós sois... o sacerdócio real" (1 Ped. 2:9) e ainda: "Como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacríficios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo" (1 Ped. 2:5).
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Debaixo do antigo concerto os sacerdotes levíticos foram constituidos por Deus para pôr incenso sob as suas narinas e holocausto sobre o seu altar, de facto eles punham o incenso sobre o altar de perfumes que estava no interior do tabernáculo, e ofereciam sacrificios de acções de graças e holocaustos sobre o altar dos holocaustos que estava à entrada da tenda da revelação; eles, sobre os holocaustos, deviam também oferecer a sua respectiva oblação que consistia em flor de farinha amassada com azeite, e deviam também derramar sobre eles a sua respectiva libação que era constituida por uma certa porção de vinho; foi Deus a prescrever para que lhe fossem oferecidos sacrifícios feitos pelo fogo, os quais prefiguravam os espirituais que nós hoje como sacerdotes de Deus devemos oferecer ao nosso Deus que está nos céus. Agora vejamos no que consistem estes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus.
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Ofreçamos a nossa vida em sacrifício a Deus
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Paulo aos santos em Filipos escreveu: "E, ainda que seja oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé, folgo e me regozijo com todos vós.." (Fil. 2:17); Paulo estava na prisão quando escreveu esta epístola e ficaria contente se tivesse que morrer pelo Evangelho. Ele anunciava o Evangelho aos Gentios e era por eles que ele padecia e suportava tantos sofrimentos e tantas privações, de facto disse aos Colossenses: "Regozijo-me agora no que padeço por vós" (Col. 1:24), e aos Éfesios escreveu: "Vos peço que não desfaleçais nas minhas tribulações por vós.." (Ef. 3:13); Paulo estava pronto a morrer pelo nome de Jesus, ele tinha-se posto a si mesmo sobre o altar para se sacrificar a si mesmo pelos eleitos, e comparava a sua morte ao derramamento da libação sobre um sacrifício. Paulo estava pronto e disposto a oferecer-se a si mesmo como libação sobre o sacrifício da fé dos Filipenses; notai estas palavras dirigidas por Paulo aos Filipenses: "Sobre o sacrifício..da vossa fé"; ele chamou a fé dos santos de Filipos ‘sacrifício’, e isto faz entender que a fé que opera por meio do amor é um sacrifício agradável a Deus o qual tem prazer naquele que o oferece.
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Consideremos Jesus, o Cordeiro de Deus e o sacrifício que ele ofereceu a Deus por todos nós; Paulo escreveu aos santos de Éfeso que Cristo "se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave" (Ef. 5:2). Jesus ofereceu-se a si mesmo em sacrifício a Deus por nós, Ele aniquilou-se a si mesmo para que nós fossemos exaltados, Ele nos deu o exemplo mostrando-nos o que significa apresentar o próprio corpo em sacrifício agradável a Deus. Deus se compraz no seu Filho porque lhe disse: "Tu és meu filho amado, em ti me comprazo" (Lucas 3:22) e Jesus mesmo explicou a razão pela qual o Pai o amava dizendo: "Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la" (João 10:17). Jesus foi amado por Deus porque deu a sua vida por todos nós; Deus sentiu um perfume de cheiro suave quando o seu Filho se ofereceu a si mesmo por nós, e Deus sentirá um perfume de cheiro suave se também nós damos a nossa vida pelos irmãos, porque ofereceremos o nosso corpo em sacrifício a Deus, como Jesus ofereceu o seu por nós.
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João escreveu: "Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos" (1 João 3:16).
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Epafrodito era um cooperador de Paulo e eis de que maneira ofereceu-se a si mesmo em sacrifício a Deus: Paulo dá este testemunho dele aos santos de Filipos: "Pela obra de Cristo chegou até bem próximo da morte, não fazendo caso da vida para suprir para comigo a falta do vosso serviço" (Fil. 2:30).
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Áquila e Priscila, cooperadores de Paulo pelo Reino de Deus, ofereceram a sua vida em sacrifício a Deus por Paulo, de facto o apóstolo diz deles aos Romanos: "Pela minha vida expuseram as suas cabeças" (Rom. 16:4); este é o culto espiritual rendido a Deus em que Ele tem prazer.
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Vós sabeis que é muito mais difícil alguém se sacrificar pela vantagem alheia, do que antes pela sua própria vantagem, mas vós sabeis também que nós não devemos viver para nós mesmos sobre a terra, mas para Aquele que foi morto e ressuscitou por nós, para que o seu nome seja glorificado pelo sacrifício da nossa vida feito a Deus, em favor dos irmãos.
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Somos transformados na mesma imagem d`Ele
"O Senhor é Espírito" (2 Cor. 3:17) e começou uma obra em cada um de nós e esta obra a continua a desenvolver e a levará ao cumprimento até ao dia de Cristo Jesus. Irmãos, nós fomos predestinados a ser conformes a imagem do Filho de Deus, e Deus pelo Espírito Santo nos transforma e nos renova de dia em dia para que nós nos tornemos como Jesus Cristo.
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Paulo disse aos Coríntios: "Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor" (2 Cor. 3:18); dilectos, o Espírito que recebemos é um espírito de força que opera poderosamente em nós de acordo com a vontade de Deus; ele nos transforma quotidianamente para que assumamos a imagem de Cristo,... a imagem espiritual naturalmente.
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Está escrito: "Cristo... não é fraco para convosco, antes é poderoso entre vós " (2 Cor. 13:3), de facto o Senhor que é Espírito é poderoso em nós e se propõe a nos fazer semelhantes a Cristo no carácter. Ora, nós temos um homem exterior e um homem interior; o primeiro é de carne e osso e o vemos desfazer-se, sendo corruptível, enquanto o segundo é espiritual e "se renova de dia em dia" (2 Cor. 4:16), como diz o apóstolo Paulo. O homem interior que está nos crentes foi renovado, enquanto o exterior permaneceu imutado, de facto nós, quando nascemos de novo não mudamos a imagem corporal, porque a nossa estatura, o nosso peso, e as nossas características somáticas permaneceram inalteradas, mas o que mudou profundamente foi o nosso carácter espiritual, de facto para os nossos velhos amigos do mundo nos tornamos irreconheciveis; foi-nos dito, depois de termos renascido, por aqueles que nos conheciam antes: ‘Não te reconheço mais’, ‘Não és mais o mesmo’, ‘És um outro’; quanto ao semblante físico, eles não notaram nenhuma transformação, mas quanto ao falar e à conduta viram um tal renovamento de ficar atónito. De Saulo de Tarso, depois que se converteu ao Senhor, está dito: "E logo nas sinagogas pregava a Jesus, que este era o Filho de Deus. E todos os que o ouviam estavam atónitos, e diziam: Não é este o que em Jerusalém perseguia os que invocavam este nome, e para isso veio aqui, para os levar presos aos principais dos sacerdotes?" (Actos 9:20,21); os Judeus em Damasco sabiam que Saulo de Tarso em Jerusalém perseguia os que tinham crido em Jesus e que tinha ido a Damasco para levar presos os discípulos do Senhor Jesus a Jerusalém, por esta razão ficaram atónitos quando o ouviram a pregar que Jesus era o Filho de Deus. O aspecto exterior de Saulo não tinha mudado, mas tinha radicalmente mudado a sua conduta; ele tinha ido para destruir a igreja de Damasco, mas agora a edificava; ele antes blasfemava o bom nome invocado sobre os santos mas agora o pregava com toda a franqueza nas sinagogas dos Judeus; ele tinha partido para Damasco para levar para Jerusalém os santos presos, mas em Damasco ao invés esteve com eles, conforme está escrito: "E esteve Saulo alguns dias com os discípulos que estavam em Damasco" (Actos 9:19). A seguir, Saulo foi a Jerusalém e Lucas diz que "procurava ajuntar-se aos discípulos, mas todos o temiam, não crendo que fosse discípulo" (Actos 9:26); Saulo tinha-se tornado um discípulo do Senhor no entanto os discípulos em Jerusalém, quando viram que ele tentava unir-se a eles, num primeiro momento, não creram que ele se tivesse tornado um discípulo. Saulo, na verdade tinha sido renovado e não tinha procurado se unir aos santos com um semblante fingido e isto os discípulos do Senhor, pouco depois, o reconheceriam.
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Fomos salvos para fazer boas obras
João diz: "Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados" (1 João 4:10).
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Irmãos, Deus nos amou primeiro, nós não podemos dizer que fomos nós a amá-lo primeiro, porque houve um tempo em que nós todos estavamos mortos em nossas ofensas, eramos inimigos de Deus na nossa mente e nas nossas obras más; nós éramos odiosos e nos odiávamos uns aos outros, portanto estávamos na morte porque "quem não ama permanece na morte" (1 João 3:14); nós não conheciamos Deus porque "aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor" (1 João 4:8). Cada um de nós seguia o seu próprio caminho; recordando os anos vividos ao serviço do pecado, devemos dizer que também nós seguiamos o curso deste mundo, também nós viviamos obedecendo aos desejos da carne e dos pensamentos; também nós éramos por natureza filhos da ira, "mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo..." (Ef. 2:4,5). Deus manifestou conosco o seu grande amor "em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rom. 5:8), e nós estamos em obrigação de lhe dar graças continuamente pelo seu dom inefável, a vida eterna, a qual Ele nos deu. Considerai isto: Deus nos deu a vida eterna, não em virtude de boas obras que nós tivessemos feito, mas em virtude da sua grande misericórdia para conosco; nós obtivemos a vida eterna por graça, mediante a fé conforme está escrito: "Aquele que crê no Filho tem a vida eterna" (João 3:36).Considerai também isto; o preço do resgate da alma foi pago totalmente por Cristo Jesus, não ficou mais nada por pagar porque Ele sobre a cruz, antes de expirar, disse: "Está consumado!" (João 19:30), por esta razão a salvação da alma se obtém gratuitamente, pela fé em Cristo, sem as obras da lei.
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Ora, nós não fomos salvos pelas boas obras, porém fomos salvos para fazer boas obras, conforme está escrito: "Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas" (Ef. 2:10).
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O Senhor deu-se a si mesmo por nós para nos resgatar de toda a iniquidade e para fazer de nós um povo zeloso nas boas obras; irmãos, como antes de conhecer Deus mostrávamos a nossa loucura em fazer o mal, agora devemos mostrar a nossa sabedoria fazendo o bem. Tiago, falando da fé, diz que "se não tiver as obras, é morta em si mesma" (Tiago 2:17) e que "como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta" (Tiago 2:26).
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Irmãos, a fé sem as obras não tem valor, aquela que tem valor diante de Deus é a fé que opera por meio do amor. Tomemos por exemplo a fé de Abraão, nosso pai; Tiago diz de Abraão: "Porventura o nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque? Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada. E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus" (Tiago 2:21-23; Gen. 15:6; Is. 41:8). Abraão creu em Deus e isso lhe foi imputado como justiça, (portanto foi a sua fé a ser-lhe imputada como justiça), e isto aconteceu antes que nascesse Isaque. Depois que nasceu Isaque, quando este era ainda um menino, Deus deu esta ordem a Abraão: "Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi" (Gen. 22:2) e Abraão obedeceu a Deus de facto se levantou, tomou o seu filho e foi para o monte que Deus lhe mostrou para oferecê-lo em holocausto. A Escritura a tal respeito diz: "Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado; sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigénito...considerou que Deus era poderoso para até dentre os mortos o ressuscitar. E daí também em figura ele o recobrou" (Hebr. 11:17,19), isso significa que a fé de Abraão, na prova, não deixou de operar mas continuou a operar o que Deus lhe ordenou fazer. Notai, está escrito: "Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado" (Hebr. 11:17), portanto o que Abraão fez, o fez pela fé; também de Abel está escrito que "Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacríficio do que Caim" (Hebr. 11:4), isto nos ensina que qualquer boa obra que nós somos chamados a fazer, devemos fazê-la pela fé. Sabei que todas as vezes que se apresenta um necessitado nomeio da irmandade nós somos provados, (como o foi Abraão) porque o mandado de Deus é: "Acudi aos santos nas suas necessidades" (Rom. 12:13), mas o tentador nos tenta para que nós não observemos este mandamento, e por isso é inevitável que nasça uma luta no meio da qual nós sabemos do dever de nos sujeitarmos a Deus e de resistir ao diabo.
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Fomos libertados do pecado para servir a justiça
Paulo diz: "Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor" (Rom. 6:11).
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Irmãos, como quanto ao morrer de Jesus Cristo "de uma vez por todas morreu para o pecado" e "quanto ao viver, vive para Deus" (Rom. 6:10), assim nós também devemos considerar estar mortos para o pecado mas vivos para Deus, o que significa que não devemos mais servir ao pecado, tendo sido vivificados com Cristo para viver para aquele que morreu e ressuscitou por nós. O pecado, para nós que estamos debaixo da graça de Deus, não tem mais domínio sobre nós porque fomos libertados dele; nós agora somos livres, mas cuidai bem que nós agora não somos livres de fazer aquilo que nos parece e agrada porque fomos feitos "servos da justiça" (Rom. 6:18). Nós como escravos de Cristo, devemos seguir a justiça e não usar a liberdade "como cobertura da malícia" (1 Ped. 2:16), de facto Paulo disse aos santos que estavam em Roma: "Pois que, assim como apresentastes os vossos membros para servirem à imundícia, e à maldade para maldade, assim apresentai agora os vossos membros para servirem à justiça para santificação" (Rom. 6:19). Mas o que quer dizer Paulo com estas palavras? Ora, considerai alguns dos vossos membros e como, antes de conhecer Deus, vós os apresentastes ao serviço da imundícia e da maldade; tende presente que os membros do vosso corpo agora não são materialmente diferentes daqueles que tinheis antes de vos converterdes ao Senhor, mas é o serviço que lhes fazeis fazer e que deveis fazê-los fazer que é diferente, porque, lhes fazeis servir a Deus.
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Os vossos pés, por muitos anos se dirigiram para locais cheios de demónios, como salas de dança, salas de jogos de azar, cinema, teatros, basílicas chamadas de “cristãs”, mas que na realidade estão cheias de ídolos e de demónios; eles tinham prazer em andar junto com pessoas perversas para ir pecar, mas agora, eles se dirigem para o local de culto para se reunirem com os outros crentes, se dirigem para as casas dos crentes para visitá-los, para os hospitais e para as prisões, para visitar os doentes e os prisioneiros, por causa do Evangelho, a suas metas preferidas são precisamente aquelas para as quais um tempo provavam desgosto. Os nossos pés agora se mantêm longe das veredas tortuosas que pisaram por muitos anos e não têm mais prazer em ir para as tendas dos pecadores ou a deterem-se nos seus caminhos. Os nossos pés, não se apressam mais para o mal, agora se apressam a levar-nos a falar do Evangelho; estes nossos membros estão ao serviço da justiça e o devem permanecer até ao fim.
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As vossas mãos que antes roubavam, batiam no próximo e faziam gestos ameaçadores, agora trabalham honestamente, agora as estendeis ao necessitado, agora as levantais ao alto para bendizer a Deus e não mais com ira para com alguém; dilectos, continuai a apresentar as vossas mãos ao serviço da justiça.
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A vossa boca que por muitos anos proferiu toda a sorte de maldicência, gracejos indecentes e toda a sorte de vãos e perversos raciocínios, agora canta a Deus, dá graças a Deus, fala com salmos, hinos e cânticos espírituais, com ela dais testemunho da Palavra da graça, consolais os desanimados, amparais o fraco, bendizeis quem vos maldiz, orais pelos que vos perseguem; aquela que antes estava cheia de perversidade agora é rica de sabedoria e tudo isto vem de Deus.
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Com os vossos olhos com os quais tinheis prazer em ver o mal, agora ao invés tendes prazer em ver as coisas justas e verdadeiras e com eles não contemplais mais a vaidade, as coisas altas e luxuosas, porque vos deixais atrair pelas coisas humildes; não sois mais altivos porque fostes libertados da altivez para servir a humildade.
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Com os vossos ouvidos antes ouvieis música diabólica, canções mundanas, discursos perversos, mas agora com eles quereis ouvir as canções espirituais dirigidas a Deus, discursos sensatos e tudo o que vos edifica espiritualmente.
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O batismo com o Espírito Santo
A promessa do Espírito feita pelo Pai e confirmada pelo Filho
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Jesus Cristo depois de ser ressuscitado dos mortos apareceu aos seus discípulos, e se fez ver por eles por quarenta dias. E pouco antes de ter subido ao céu para a direita de Deus, ordenou aos apóstolos "que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes. Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias" (Actos 1:4,5). Portanto Ele por promessa do Pai entende o batismo com o Espírito Santo. Vamos portanto explicar o que tinha prometido Deus, qual era esta sua promessa, a fim de compreender bem o batismo com o Espírito Santo. Deus, debaixo do antigo concerto, tinha dito que viriam dias nos quais Ele derramaria o Espírito Santo sobre a casa de Israel, de facto Ele disse por Isaías a Israel: "Ouve...ó Israel, a quem escolhi!...derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade " (Is. 44:1,3). Esta promessa, Deus a confirmou através de Ezequiel (cfr. Ez. 39:28,29), e também através do profeta Zacarias (cfr. Zac. 12:10).Então o Senhor tinha prometido de abençoar o povo que antes conheceu, derramando sobre ele o seu Santo Espírito. Mas o Senhor não disse que derramaria o seu Espírito só sobre Israel, mas também sobre nós Gentios de nascença, de facto Ele disse através do profeta Joel: "E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos a as vossas filhas profetizarão..." (Actos 2:17; Joel 2:28). Como podeis ver, Deus, dizendo: "Sobre toda a carne" (Actos 2:17), anunciou que Ele não faria quaisquer acepção de pessoas, mas daria o Espírito Santo a todos, tanto Judeus como Gentios. Vimos pois que Deus pelos profetas prometeu que enviaria o Espírito Santo sobre toda a carne. Vejamos agora em que circunstâncias e de que forma Jesus confirmou e anunciou o derramamento do Espírito Santo, porque como dissemos os seus discípulos ouviram a promessa do Pai por ele.
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Jesus confirmou e anunciou o derramamento do Espírito um dia em Jerusalém, durante a festa dos Tabernáculos, quando exclamou: "Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz aEscritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado" (João 7:37-39). Como podeis ver a expressão "como diz a Escritura" (João 7:38) demonstra como já nos oráculos que receberam os antigos profetas estava a promessa do Espírito Santo; coisa esta que vimos pouco atrás.Mas porque é que Jesus falou de rios de água viva em relação ao Espírito Santo que seria dado? Porque os profetas falaram do derramamento do Espírito também sob a forma de derramamento de água sobre soloseco e árido. Isaías por exemplo disse da parte de Deus: "Derramarei água sobre o sedento, e rios sobre a terra seca... porei um caminho no deserto, e rios no ermo. Os animais do campo me servirão, os chacais e os filhos do avestruz: porque porei águas no deserto, e rios no ermo, para dar de beber ao meu povo, ao meu eleito... Os aflitos e necessitados buscam águas, e não as há, e a sua língua se seca de sede; mas eu o Senhor os ouvirei, eu o Deus de Israel os não desampararei. Abrirei rios em lugares altos e fontes no meio dos vales; tornarei o deserto em tanques de águas, e a terra seca em mananciais... Então os coxos saltarão como cervos, e a língua dos mudos cantará; porque águas arrebentarão no deserto e ribeiros no ermo. E a terra seca se transformará em tanques, e a terra sedenta em mananciais de águas... E serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca faltam" (Is. 44:3; 43:19,20; 41:17,18; 35:6,7; 58:11). Como podeis ver, Deus prometeu que derramaria águas sobre o deserto e que faria abrir rios e fontes no meio de terra árida e sedenta. E qual é a água que pode matar a sede à alma sedenta, senão a viva que dá o nosso Senhor Jesus Cristo aos que vão a ele e que é o Espírito Santo que quando entra no coração do crente se torna um manancial de água que jorra para a vida eterna? Mas como é necessário que primeiro chova sobre um deserto, para ver rios e mananciais surgir no meio dele, assim era necessário que o Espírito Santo fosse derramado para que rios de água viva corressem do ventre dos crentes em Cristo Jesus. Os rios de água viva de que falou a Escritura são pois o Espírito Santo que recebem todos os que crêem nele; sim, porque, para receber o Espírito Santo é indespensável crer em Jesus Cristo. Paulo confirma isto quando diz aos Efésios: "Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa" (Ef. 1:13), e aos Gálatas: "Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós... para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito" (Gal. 3:13,14). As palavras de Paulo confirmam pois plenamente as de Cristo: "Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre" (João 7:38). Uma outra coisa importante por dizer em relação às referidas palavras de Jesus é que quando Jesus pronunciou aquelas palavras, o Espírito Santo não tinha sido ainda dado, porque Jesus não tinha ainda subido ao céu. Em outras palavras para que fosse dado o Espírito Santo era necessário que Jesus fosse primeiro glorificado, isto é, para que o Espírito Santo fosse derramado, era necessário que Jesus morresse, ressuscitasse, e deixa-se este mundo para voltar a seu Pai que o tinha enviado (portanto a promessa do Pai não se podia cumprir enquanto Jesus estava ainda sobre a terra).
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Jesus confirmou e anunciou o derramamento do Espírito também na noite em que foi traido, naquela noite de facto mencionou muitas vezes a vinda do Espírito Santo. Ele disse por exemplo: "E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, o Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós" (João 14:16-17), e: "Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim. E vós também testeficareis, pois estivestes comigo desde o princípio" (João 15:26-27), e ainda: "Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, enviar-vo-lo-ei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo" (João 16:7-8). Estas últimas palavras confirmam aquilo que dissemos antes, isto é, para que o Espírito Santo fosse dado era necessário que Jesus fosse glorificado. E de facto a promessa do Espírito se cumpriu dias depois da assunção de Jesus, mais precisamente no dia de Pentecostes.
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Alguém a este ponto dirá: ‘Mas se o Espírito Santo não tinha sido ainda dado, e os seus discípulos não o receberam até que Jesus não subiu ao céu, e até que não chegou o dia de Pentecostes, porque é que está escrito que quando Jesus apareceu aos seus discípulos, disse-lhes: Recebei o Espírito Santo? ’ Porque quando Jesus disse aos seus discípulos, no dia em que ele ressuscitou: "Recebei o Espírito Santo" (João 20:22), os discípulos receberam uma certa medida (ou porção) do Espírito Santo, mas não a plenitude do Espírito Santo (isto é, não foram cheios dele), porque a plenitude do Espírito se obtém quando se é batizado com o Espírito Santo, e os discípulos quando Jesus lhes disse aquelas palavras não foram batizados com o Espírito Santo. Tu dirás então: ‘Mas porque é que os discípulos não foram batizados com o Espirito Santo naquela ocasião?’ Porque Jesus, quarenta dias depois de ter ressuscitado, disse-lhes: "Vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias" (Actos 1:5). Como podiam de facto os seus discípulos terem sido batizados com o Espírito naquele dia em que lhes apareceu Jesus, se o próprio Jesus quarenta dias depois lhesdisse que seriam batizados com o Espírito não muito depois daqueles dias? Que sentido teria tido as suas palavras? Nenhum.
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